Sardenha de e-bike: roteiro de 7 dias entre praias e pequenas cidades

A Sardenha parece feita para uma viagem de bicicleta: estradas costeiras, praias escondidas, pequenas cidades, áreas rurais, sítios arqueológicos e quilômetros em que o mar aparece e desaparece entre curvas e colinas.

Mas existe um detalhe importante.

A ilha é grande.

Muito grande para tentar conhecê-la inteira em sete dias de e-bike sem transformar a viagem em uma sequência de etapas longas.

Por isso, para uma primeira semana, faz mais sentido escolher um pedaço coerente da costa.

Neste roteiro, a proposta é concentrar a viagem no oeste e noroeste da Sardenha, começando em Alghero, passando por Bosa e depois explorando a península do Sinis, com Cabras como base.

Essa escolha não é aleatória.

O próprio portal oficial SardegnaTurismo destaca a costa ocidental e meridional como uma grande rota ciclística, indicando que é possível seguir de Alghero até Cagliari em quase 400 km, passando por áreas como Bosa, Sinis, Oristano e Costa Verde.

Nosso objetivo, entretanto, não é reproduzir esses quase 400 km.

É selecionar os trechos em que praias + pequenas cidades + bicicleta elétrica realmente funcionam bem em uma semana.

O roteiro abaixo é editorial. Ele combina corredores oficialmente promovidos para ciclismo com conexões locais e um deslocamento logístico entre Bosa e a região do Sinis. Antes da viagem, o traçado GPS de cada dia deve ser confirmado.

Como organizar 7 dias de e-bike na Sardenha

Uma divisão equilibrada pode seguir esta lógica:

DiaPercurso sugeridoCaracterística
1Alghero + praias da Riviera del CoralloAdaptação e litoral
2Alghero → BosaGrande estrada panorâmica costeira
3Bosa + circuito local e transferência para o SinisDia mais leve
4Cabras → San Salvatore → San Giovanni di Sinis → TharrosHistória e litoral
5Cabras → Is Arutas → Mari Ermi → retornoPraias e natureza
6Cabras → Torregrande → OristanoLagoas e pequenas cidades
7Circuito curto no Sinis ou retorno ferroviárioDia flexível

Essa estrutura tem uma vantagem importante:

não exige sete mudanças de hotel.

Você pode ficar algumas noites em Alghero/Bosa e depois transformar Cabras em base para explorar o Sinis sem alforjes.

Dia 1 — Alghero e as praias da Riviera del Corallo

Alghero funciona muito bem como início.

A cidade está na costa noroeste da Sardenha e é um dos principais centros turísticos da ilha. O portal oficial da região destaca seu centro histórico, influência catalã e o litoral da chamada Riviera del Corallo, que se estende por dezenas de quilômetros.

O primeiro dia deve ser curto.

Depois de retirar a e-bike, faça um circuito pelos arredores e, dependendo de onde estiver hospedado, avance em direção às praias ao norte da cidade.

O SardegnaTurismo cita justamente Le Bombarde, Lazzaretto e Mugoni entre as praias da região de Alghero.

Não há necessidade de visitar todas.

O objetivo do dia é descobrir como a bicicleta se comporta.

Observe:

  • posição do selim;
  • resposta dos freios;
  • nível de assistência;
  • peso da bicicleta;
  • estabilidade dos alforjes;
  • consumo inicial da bateria;
  • conforto depois de uma ou duas horas.

Esse primeiro teste é especialmente importante porque o dia seguinte pode ser um dos mais longos da semana.

A região de Alghero oferece mais do que praia

Quem quiser permanecer mais tempo pode explorar também a direção de Porto Conte e Capo Caccia.

O turismo oficial da Sardenha menciona o Parco di Porto Conte–Capo Caccia como uma área com percursos cicláveis, além das praias e do lago de Baratz.

Isso significa que Alghero poderia tranquilamente funcionar como base para dois ou três dias.

Neste roteiro, porém, seguimos para Bosa no segundo dia porque queremos transformar a semana em uma pequena viagem costeira.

Dia 2 — Alghero a Bosa pela costa oeste

Este é provavelmente o dia mais memorável da semana.

O trecho costeiro entre Alghero e Bosa possui aproximadamente 60 km e é repetidamente destacado pelo turismo oficial pela paisagem de falésias, mar e colinas.

A estrada é muito panorâmica.

Mas existe uma ressalva fundamental.

A documentação oficial também promove esse trecho para motociclistas, o que deixa claro que estamos falando de uma estrada costeira compartilhada, e não de uma ciclovia protegida contínua.

Isso muda a forma como o dia deve ser planejado.

Antes de incluí-lo no roteiro, avalie:

tráfego;

vento;

experiência em estrada;

condições meteorológicas;

ganho de elevação;

e conforto em pedalar junto a veículos.

Quem busca exclusivamente ciclovias separadas do trânsito provavelmente não deve usar esse trecho como etapa principal.

Por que a e-bike ajuda tanto aqui?

Sessenta quilômetros continuam sendo sessenta quilômetros.

Mas o perfil ondulado da costa torna a assistência elétrica especialmente útil.

Em vez de gastar grande parte da energia nas primeiras subidas, você pode manter esforço mais uniforme e reservar atenção para o cenário.

O objetivo não é chegar rapidamente a Bosa.

Reserve boa parte do dia.

Faça paradas.

Leve água.

E não use o modo máximo de assistência desde o começo sem necessidade.

Vento merece tanta atenção quanto subida

Na Sardenha, não planeje autonomia olhando apenas o relevo.

O vento pode alterar consideravelmente o esforço.

A costa oeste está exposta ao maestrale, vento típico da região. O próprio SardegnaTurismo destaca sua presença na área do Sinis e da costa ocidental.

Com vento contrário, até um trecho aparentemente simples pode consumir mais energia física e bateria.

Por isso, confira a previsão na noite anterior.

Se houver vento muito forte, esse é exatamente o tipo de dia que merece reconsideração.

Uma rota panorâmica deixa de ser agradável quando você passa horas lutando contra as condições.

Chegada a Bosa

Bosa quebra completamente o cenário do dia.

Depois de quilômetros de mar e falésias, você chega a uma pequena cidade histórica cortada pelo rio Temo e cercada por colinas.

Esse contraste é um dos motivos para escolhê-la como ponto de parada.

O roteiro oficial do oeste da Sardenha usa justamente Bosa como uma das grandes referências entre Alghero e o restante da costa ocidental.

Não programe uma continuação longa depois da chegada.

Guarde a bicicleta e caminhe pela cidade.

Depois de aproximadamente 60 km de estrada costeira, a melhor decisão pode ser simplesmente encerrar o dia.

Dia 3 — Bosa com calma e transferência para Cabras

Aqui fazemos algo que melhora bastante o roteiro:

não tentamos transformar todos os sete dias em etapas lineares.

Entre Bosa e a região do Sinis existem possibilidades de continuar pedalando pela costa oeste, mas isso aumentaria bastante a quilometragem e poderia obrigar o viajante a utilizar trechos que não correspondem ao perfil recreativo deste artigo.

O próprio grande percurso descrito pelo SardegnaTurismo continua de Bosa em direção ao Oristanese e depois segue por centenas de quilômetros até o sul.

Em uma semana, prefiro outra estratégia.

Use a primeira parte do terceiro dia para um circuito pequeno em Bosa e depois faça uma transferência planejada para Cabras ou Oristano.

Essa transferência pode ser feita por serviço privado ou por outra combinação de transporte previamente verificada.

A ideia é simples:

pular uma conexão menos importante para dedicar dois ou três dias inteiros à península do Sinis.

Isso não diminui a experiência.

Melhora.

Por que Cabras é uma excelente segunda base?

Porque dali você acessa um dos territórios costeiros mais interessantes de toda a Sardenha.

Cabras está próxima de lagoas, praias, sítios arqueológicos e pequenos vilarejos.

O turismo oficial descreve a península do Sinis como uma área onde paisagens de mar, lagunas, dunas e praias se alternam em um espaço relativamente compacto.

É exatamente o tipo de região em que a e-bike funciona bem.

Você pode deixar a bagagem no hotel e fazer circuitos diários.

Dia 4 — Cabras, San Salvatore, San Giovanni di Sinis e Tharros

Este é um dos dias mais completos do roteiro.

Saia de Cabras e avance em direção ao litoral.

O SardegnaTurismo descreve uma rota ciclística pela península que passa por San Salvatore di Sinis, pelas praias da região, por San Giovanni di Sinis e pelo sítio arqueológico de Tharros.

A combinação é excelente porque coloca quatro ambientes diferentes no mesmo dia:

Cabras e suas lagoas;

um pequeno vilarejo;

praia;

e arqueologia.

San Salvatore di Sinis

San Salvatore é uma pequena localidade próxima ao corredor costeiro.

O turismo oficial cita o vilarejo como uma das paradas da rota de bicicleta pelo Sinis.

Não é um destino para dezenas de horas.

E justamente por isso combina com a bicicleta.

Você chega, diminui o ritmo, observa o lugar e continua.

É o oposto da lógica de estacionamento + atração + estacionamento.

San Giovanni di Sinis

Depois, siga para San Giovanni di Sinis.

A localidade nasceu como povoado ligado à pesca e atualmente funciona como um pequeno núcleo turístico junto à costa. O litoral protegido da região inclui praias, lagoas, áreas rochosas e dunas.

San Giovanni também é a porta de entrada natural para Tharros.

Termine o dia em Tharros

Na extremidade sul da península fica Tharros, um dos principais sítios arqueológicos da Sardenha.

Sua história atravessa diferentes períodos, passando por ocupação nurágica, fenícia, cartaginesa, romana e bizantina.

Esse é exatamente o tipo de destino que transforma um roteiro costeiro em algo mais completo.

Você não está pedalando apenas entre praias.

Está usando a e-bike para conectar paisagem natural e história.

Depois da visita, retorne para Cabras.

Dia 5 — Cabras, Is Arutas e Mari Ermi

Depois de um dia cultural, o quinto pode ser quase inteiramente dedicado à costa.

A península do Sinis possui praias muito diferentes do que encontramos perto de Alghero.

O turismo oficial destaca especialmente Is Arutas, conhecida por seus pequenos grãos claros de quartzo, além de Mari Ermi e Maimoni.

Uma boa proposta é sair de Cabras e fazer um circuito passando por uma ou duas dessas praias.

Não tente visitar todas apenas para aumentar a lista.

Pedalar até Is Arutas, parar algumas horas e depois continuar para Mari Ermi pode preencher tranquilamente o dia.

Aqui o ritmo deve diminuir

Em outros artigos desta categoria, usamos a e-bike para vencer montanhas.

Na Sardenha, ela pode desempenhar um papel diferente:

conectar praias distantes sem precisar entrar e sair de um carro.

Essa mudança de lógica é importante.

Você não precisa olhar a e-bike apenas como equipamento para enfrentar subidas.

Ela também pode ser um meio confortável de deslocamento turístico.

Na península do Sinis, isso permite parar onde quiser e fazer pequenos desvios sem pensar constantemente em estacionamento.

Su Tingiosu: opção para quem quer terreno mais irregular

Mais ao norte da península, a região de Su Tingiosu possui falésias claras e um caminho costeiro que pode ser utilizado por trekking e mountain bike, ligando áreas próximas de Mari Ermi e s’Arena Scoada.

Esse trecho deve ser considerado opcional.

Se sua e-bike é de trekking e você quer permanecer apenas em estradas simples, não há necessidade de incluí-lo.

Se estiver com e-MTB e tiver experiência em terreno irregular, pode ser uma extensão interessante.

Não transforme a classificação genérica “rota de bicicleta” em garantia de que qualquer bicicleta será adequada.

Dia 6 — Cabras, Torregrande e Oristano

O sexto dia funciona bem como transição entre natureza e cidade.

O grande percurso ciclístico oficial da costa oeste segue de Cabras até Torregrande e Oristano, antes de continuar para Arborea e outras áreas mais ao sul.

Esse segmento é interessante porque encerra a sequência do Sinis de maneira gradual.

Você deixa as praias mais isoladas, passa pela marina de Torregrande e chega a Oristano.

Pode voltar para Cabras depois ou dormir em Oristano se pretende seguir de trem no dia seguinte.

E se eu quiser continuar para o sul?

Existe muito mais Sardenha pela frente.

O itinerário oficial da costa ocidental segue de Oristano por Arborea, Marceddì, Costa Verde, Sulcis e Sant’Antioco, até eventualmente alcançar o sul da ilha.

Mas não colocaria tudo isso no mesmo roteiro de sete dias.

O próprio turismo oficial destaca que depois da região de Oristano aparecem trechos bem mais exigentes, incluindo uma seção superior a 120 km pela Costa Verde em direção a Sant’Antioco, que deve ser dividida em etapas.

Isso merece outro artigo.

Forçar essa região para dentro da mesma semana destruiria o ritmo que construímos até aqui.

Dia 7 — Um último circuito no Sinis ou retorno pela ferrovia

No sétimo dia, eu manteria duas opções.

Opção 1: último passeio curto

Se o retorno acontecer apenas no fim do dia, faça um circuito curto perto de Cabras ou Oristano.

Volte a uma praia de que gostou.

Faça um pequeno desvio.

Ou dedique a manhã ao museu de Cabras, que conserva os famosos Gigantes de Mont’e Prama, esculturas de pedra ligadas à história antiga da região.

Não existe necessidade de inventar uma etapa longa.

Opção 2: use o dia para a logística de retorno

Se sua viagem continua para Cagliari ou outro ponto da ilha, utilize o tempo para devolver a bicicleta e organizar transporte.

Uma semana de cicloturismo termina melhor com margem do que correndo para pegar um trem ou voo.

Quantos quilômetros por dia fazem sentido?

Neste roteiro, a quilometragem varia bastante.

O trecho Alghero–Bosa é o grande dia, com cerca de 60 km.

Nos dias do Sinis, eu planejaria algo como 25 a 45 km, dependendo dos desvios e das praias escolhidas.

Essa faixa é uma recomendação editorial, não uma distância oficial.

O mais importante é compreender que quilômetros têm significados diferentes.

Trinta quilômetros com vento forte podem ser cansativos.

Sessenta quilômetros com assistência moderada, bom clima e várias paradas podem ser perfeitamente administráveis para um ciclista acostumado a passar algumas horas sobre a bicicleta.

Não use apenas a distância.

Analise:

desnível + vento + piso + tráfego + temperatura + duração das paradas.

A Sardenha é fácil para cicloturismo?

Não deve ser classificada inteira como fácil.

A ilha possui regiões relativamente tranquilas e outras com grandes distâncias entre serviços, subidas, estradas sinuosas e exposição ao vento.

O SardegnaTurismo descreve inclusive partes do litoral ocidental como ásperas e selvagens, ao mesmo tempo em que promove a região como excelente para viagem de bicicleta.

Para este roteiro, reduzimos a dificuldade usando:

duas bases;

um dia de transferência;

etapas curtas no Sinis;

e apenas uma grande etapa costeira.

Isso torna a experiência muito mais equilibrada.

Qual e-bike escolher?

Para a maior parte deste roteiro, uma e-bike de trekking ou touring com pneus relativamente largos funciona bem se você permanecer em estradas pavimentadas e caminhos simples.

Uma e-MTB pode ser melhor se pretende explorar terrenos irregulares na península do Sinis ou trilhas específicas.

Ao alugar, pergunte:

  • capacidade da bateria;
  • autonomia aproximada;
  • tamanho correto do quadro;
  • tipo de pneu;
  • cadeado;
  • bagageiro e alforjes;
  • carregador;
  • assistência em caso de pane;
  • possibilidade de devolver em outra cidade.

A última opção seria especialmente útil em um roteiro linear, embora nem todas as locadoras ofereçam esse serviço.

Bateria: vento pode consumir mais do que você espera

Nas Dolomitas, o grande inimigo da bateria eram as subidas.

Aqui, o vento merece posição semelhante.

Pedalar longos quilômetros contra vento forte aumenta o esforço e pode levar você a utilizar níveis maiores de assistência.

Além disso, fatores como peso da bagagem, temperatura, velocidade e qualidade do piso também influenciam o consumo.

Não trabalhe com a autonomia anunciada pelo fabricante como se fosse garantia.

Carregue completamente todas as noites.

No trecho Alghero–Bosa, comece com bateria cheia.

E mantenha margem.

Chegar ao hotel com 20% restante é muito melhor do que passar os últimos quilômetros tentando economizar energia em uma estrada costeira.

Onde dormir

Eu evitaria trocar de hotel diariamente.

Uma distribuição possível seria:

Noites 1 e 2: Alghero;

Noite 3: Bosa;

Noites 4 a 6: Cabras;

Noite 7: Cabras ou Oristano, conforme a logística do retorno.

Outra opção é dormir em Bosa já no segundo dia e fazer a transferência no terceiro.

Cabras é particularmente útil como base porque vários pontos do Sinis podem ser visitados em circuitos.

Isso permite pedalar sem a maior parte da bagagem.

Dá para fazer a Sardenha de e-bike sem carro?

É possível organizar boa parte da viagem sem carro particular, mas a logística exige mais planejamento do que no Lago de Garda ou na Úmbria.

A rede ferroviária não acompanha toda a costa ocidental.

Por isso, neste roteiro, uma transferência previamente organizada entre Bosa e Cabras pode ser mais prática do que tentar depender exclusivamente do trem.

A ferrovia ganha utilidade principalmente quando você alcança centros conectados à rede, como Oristano.

Posso levar e-bike no trem na Sardenha?

A Trenitalia permite bicicletas montadas, inclusive de pedal assistido, nos trens Regionale indicados para esse serviço e dentro da disponibilidade de espaço. A bicicleta deve ter no máximo dois metros de comprimento e há limite de uma por passageiro.

Na Sardenha, a página regional da Trenitalia informa atualmente duas alternativas tarifárias para a bicicleta: um bilhete de segunda classe correspondente à mesma relação do passageiro ou o suplemento de bicicleta de €3,50, utilizado para viagens dentro das condições indicadas.

A documentação geral atual informa que o suplemento diário de €3,50 pode ser utilizado até 23h59 na data indicada.

O espaço não é garantido.

A equipe de bordo pode recusar o embarque se o transporte da bicicleta comprometer o serviço.

Portanto, confirme sempre o trem específico antes de depender dele.

Alugar ou levar a própria e-bike?

Para quem chega do Brasil, o aluguel tende a simplificar muito.

Transportar uma e-bike internacionalmente envolve não apenas a bicicleta, mas também questões específicas relacionadas à bateria de lítio no transporte aéreo.

Com aluguel, você evita:

caixa de bicicleta;

transporte no aeroporto;

montagem e desmontagem;

armazenamento da caixa;

e boa parte da logística da bateria.

Além disso, pode escolher uma bicicleta adequada ao tipo de terreno.

A desvantagem é não conhecer previamente a posição e o comportamento da bicicleta.

Por isso, o primeiro dia em Alghero deve permanecer curto.

Melhor época para esse roteiro

Primavera e início do outono são períodos particularmente interessantes para uma viagem voltada ao ciclismo.

As temperaturas tendem a ser mais confortáveis do que no auge do verão e as praias ainda podem fazer parte da experiência.

Durante julho e agosto, o principal desafio pode ser uma combinação de:

calor;

movimento turístico;

exposição solar;

e maior ocupação das áreas costeiras.

Se viajar nessa época, comece cedo.

Faça boa parte dos quilômetros pela manhã e reserve o meio do dia para praia, almoço ou descanso.

A e-bike diminui o esforço muscular.

Ela não diminui a temperatura do sol da Sardenha.

E o maestrale?

O maestrale deve entrar no planejamento diário.

Ele pode mudar rapidamente a experiência de uma estrada costeira.

Antes do trecho Alghero–Bosa e dos circuitos do Sinis, verifique:

direção;

velocidade;

rajadas;

e previsão para o horário de retorno.

Às vezes, inverter o sentido de um circuito ou encurtar a etapa produz um dia muito melhor.

Preciso carregar roupa de praia na bicicleta?

Nesse roteiro, sim.

Mas mantenha tudo compacto.

Um pequeno kit pode incluir:

roupa de banho;

toalha leve;

protetor solar;

camada fina contra vento;

água;

carregador ou cabo quando necessário;

kit básico de reparo;

documentos;

e uma peça seca.

Evite transformar a bicicleta em uma mala sobre rodas.

Quanto menos peso, melhor o comportamento nas descidas e menor o consumo da bateria.

Cuidados ao estacionar a e-bike perto da praia

Esse ponto merece mais atenção na Sardenha do que em muitos outros roteiros.

Não deixe a bicicleta sem proteção apenas porque pretende entrar no mar por dez minutos.

Use um bom sistema de segurança e escolha locais visíveis.

Se possível, procure estruturas próprias para bicicletas ou estabelecimentos que permitam guardar a e-bike.

Também evite deixar:

display removível;

documentos;

celular;

carteira;

ou outros objetos facilmente destacáveis na bicicleta.

Em áreas de praia, você provavelmente ficará alguns minutos sem enxergar a e-bike.

Planeje isso antes de entrar na água.

Erros que eu evitaria

O primeiro seria tentar percorrer Alghero até Cagliari em sete dias apenas porque existe um grande eixo ciclístico pela costa oeste.

É possível construir viagens muito mais longas por ali, mas isso é outro objetivo.

Também evitaria:

  • tratar Alghero–Bosa como ciclovia protegida;
  • ignorar o maestrale;
  • programar etapas no limite da bateria;
  • carregar bagagem excessiva;
  • tentar visitar cinco praias no mesmo dia;
  • escolher caminhos fora do perfil da bicicleta;
  • fazer todos os dias com 60 km ou mais;
  • presumir que toda pequena cidade possui infraestrutura de recarga;
  • depender de trem onde não existe ligação ferroviária prática;
  • passar por Tharros sem reservar tempo para a visita.

A Sardenha recompensa quem deixa espaço no roteiro.

Checklist antes de reservar

Antes de fechar a viagem, confirme:

  1. Traçado GPS do trecho Alghero–Bosa.
  2. Previsão de trânsito e vento para a costa.
  3. Transferência entre Bosa e Cabras, se for utilizada.
  4. Piso dos circuitos do Sinis.
  5. Autonomia da e-bike.
  6. Recarga em todas as hospedagens.
  7. Local seguro para guardar a bicicleta.
  8. Trechos apropriados ao seu tipo de e-bike.
  9. Regras ferroviárias do trajeto de retorno.
  10. Plano alternativo para dias de maestrale forte.

Ter um plano alternativo é especialmente importante em uma ilha.

Perguntas frequentes

Sete dias são suficientes para conhecer a Sardenha de e-bike?

São suficientes para conhecer bem uma parte da ilha, não a Sardenha inteira. Este roteiro concentra-se no oeste e noroeste, entre Alghero, Bosa e a península do Sinis. O grande itinerário costeiro oficial entre Alghero e Cagliari possui quase 400 km e merece uma viagem própria.

Quantos quilômetros há entre Alghero e Bosa pela costa?

O turismo oficial descreve aproximadamente 60 km de estrada costeira entre as duas cidades. É um percurso muito panorâmico, mas compartilhado com veículos, não uma ciclovia protegida contínua.

O Sinis é bom para explorar de bicicleta?

Sim. O SardegnaTurismo destaca explicitamente a bicicleta como uma das formas de conhecer a península, com itinerários passando por Cabras, San Salvatore, San Giovanni di Sinis, Tharros e praias como Is Arutas.

Quais praias podem entrar no roteiro?

Na região de Alghero, Le Bombarde, Lazzaretto e Mugoni são algumas possibilidades. No Sinis, destacam-se Is Arutas, Mari Ermi, Maimoni e San Giovanni di Sinis.

Preciso de e-MTB?

Não obrigatoriamente. Uma e-bike de trekking com pneus adequados pode atender bem aos trechos asfaltados. Para trilhas, cascalho ou percursos costeiros mais irregulares, uma e-MTB oferece maior margem.

Posso transportar a e-bike no trem?

Sim, nos trens Regionale habilitados e dentro da disponibilidade. A Trenitalia permite bicicletas montadas e e-bikes de até dois metros nesses serviços, com as condições tarifárias aplicáveis à Sardenha.

Qual é a melhor base no Sinis?

Cabras é especialmente prática porque permite fazer circuitos para San Salvatore, San Giovanni di Sinis, Tharros e diferentes praias sem precisar mudar de hotel todos os dias.

Sete dias em que a praia não é apenas o destino

A Sardenha oferece uma vantagem rara para quem viaja de e-bike.

Você pode passar a manhã pedalando entre falésias, parar em uma pequena cidade, atravessar áreas de lagoas e terminar o dia em uma praia praticamente sem mudar a lógica da viagem.

Em Alghero, o mar divide espaço com uma cidade histórica de influência catalã.

Entre Alghero e Bosa, ele aparece abaixo de uma estrada sinuosa entre falésias.

No Sinis, muda novamente: surgem praias de quartzo, lagoas, pequenos vilarejos e sítios arqueológicos.

São cenários diferentes ligados pela mesma costa.

E é justamente por isso que não vale a pena tentar percorrer a ilha inteira.

Alghero, Bosa e o Sinis já oferecem material suficiente para preencher sete dias de cicloturismo sem repetição.

A e-bike ajuda nas subidas e no vento, mas sua maior contribuição talvez seja outra: permitir que você se mova entre pequenas cidades e praias sem organizar o dia em torno de um automóvel.

Na Sardenha, isso muda completamente a experiência.

A praia deixa de ser simplesmente o lugar onde você chega.

Ela passa a fazer parte do caminho.